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| Foto: Marco Antônio Astoni/Globoesporte.com |
Que
Renan Ribeiro não oferece segurança ao torcedor atleticano, todos já sabem. No
entanto, vale ressaltar que a posição de goleiro é definida pelo fator
treinamento. Sendo assim, o treinador de goleiros é a figura responsável por
formar profissionais de talento abaixo das metas. E nesse quesito, o Atlético
viveu fase de sucessivas trocas de comissões técnicas na década passada. O prejuízo disso é a ausência de um camisa 1 que dê alegrias a torcida alvinegra.
É de
conhecimento geral que o técnico é o primeiro a pagar o pato quando os
resultados positivos não acontecem. A partir da crise de arqueiros vivida pelo
Galo, há de se questionar o fato da troca de pelo menos 10 profissionais dessa área, desde 2004.
O nome
do último goleiro atleticano que garantia segurança ao torcedor foi Diego Alves,
integrante da equipe campeã da Série B. Todavia, quem também merece ser
lembrado é Aílton Serafim, preparador responsável por revelar Diego Alves e
Bruno Fernandes – ex-namorado de Eliza Samudio.
Presente
na base atleticana desde 2004, Serafim deixou o Clube em 2009 para se integrar
a comissão técnica do Sport, de Recife. Após sua saída, o Galo contou com
goleiros como Carini, Aranha, Edson, Juninho, Servulo. Ou seja, a crise estava
instaurada abaixo das metas alvinegras.
Todo
esse cenário caótico parecia ter se findado em 2010, quando surgiu Renan
Ribeiro. Graças à parceria com o preparador Oscar Rodriguez, ex-Cruzeiro, o
jovem arqueiro se destacou nas divisões de base da Seleção Brasileira e passou
a ser um pedido latente da massa atleticana. Vale lembrar que o responsável por
Renan Ribeiro na base foi o atual treinador de goleiros William de Castro.
Porém, Oscar Rodriguez foi um dos principais causadores do bom desenvolvimento
do atleta, tanto que Renan lamentou bastante sua transferência para o Santos,
onde revelaria Rafael.
Barbirotto
foi o substituto de Rodriguez, porém a sinergia do bom trabalho realizado
anteriormente com Renan Ribeiro não foi a mesma. Consequência disso foi o
pedido do arqueiro para que voltasse a trabalhar com William de Castro. Nesse
período, o Atlético-MG até chegou a sondar o retorno de Oscar Rodriguez, mas a
negociação não se concretizou.
Para
agravar a situação alvinegra, Renan Ribeiro passou por um drama pessoal –
perdeu a irmã vitimada pelo câncer, em 2011. A queda de rendimento foi
gradativa e a paciência da torcida e da diretoria se esgotou no último
clássico. Renan tomou 100 gols em 79 partidas, 19 para o maior rival.
Oposto a esse desagradável panorama vivido pelo Galo é o Cruzeiro. As excelentes atuações de Fábio refletem a regularidade e o maior tempo de trabalho que os preparadores de goleiro têm na Toca da Raposa. O preparador Robertinho atua desde 2010, quando
substituiu Oscar Rodriguez. Anteriormente, Flavio Tênius postulava na comissão técnica e ele revelou Gomes e Jefferson, nos seus cerca de sete
anos de passagens pelo cruzeiro, desde 1999. Atualmente, Rafael e
Gabriel são as esperanças de renovação debaixo das traves celestes.
Está
na boca do povo: “A base de um time campeão começa pelo gol”. Mais do que nunca
está comprovada a necessidade de um bom profissional preparador de goleiros. Não
é, Alexandre kallil?
Nomes de preparadores de goleiro que passaram pelos times mineiros
No Atlético-MG
Ailton Serafim *base
2004 a 2009
Jorge Azevedo 2005
Almir Domingues 2006
e 2007
Wanderley Filho 2007
Carlos Puppo 2008
Marcos Antônio Leme 2009
Eduardo Bahia 2009
e 2010
Oscar Rodriguez 2010
Barbirotto 2010
e 2011
William de Castro 08/2011
até hoje
No Cruzeiro:
Flávio Tenius - 1999
a 2004
Pedro Santilli – 2004
José Mário Prado -
2004
Rubens Ferreira Lima (Rubão) -
2004
Cassius Marcelo Hartman –
2005
Guilherme Gusmão – 2005
Flávio Tênius - 2006
a 2008
Oscar Rodriguez - 2008
a 2010
Robertinho 2010
até hoje