quinta-feira, 5 de abril de 2012

Libertad...ores


Libertad...ores!

Com certo tempo disponível para tal, acompanhei a virada do Libertad para cima do Nacional, em casa, em partida pelo grupo 5 da Libertadores. O time pelo qual torce o mandachuva da Conmebol, Nicolas Leóz, se deu bem ao vencer, por 2 a 1, com um gol daqueles bem chorados ao apagar das luzes. O resultado classificou os paraguaios, eliminou o Nacional e, de tabela, deixou o Vasco com passagem garantida a próxima fase.

A entrada de Menendez no lugar de Civelle tornou a formação mais ofensiva, próxima de um 4-3-3

A insistência foi a marca do time alvinegro que fez prevalecer o fator mando de campo. Armado e um 4-4-2 repleto de variações, o time paraguaio comandado por Burrochaga foi a campo com: Muñoz; Bonet, Benegas,  Nesuti e Samudio; Aquino; Caceres, Santana e Civelli, Nuñes e Velásquez. Equipe aguerrida demonstrou que tem o principal ingrediente exigido pela competição: raça – muitas vezes confudida com pancada - e persistência.

Já o Nacional, que saiu na frente devido a uma bobeada do defensor adversário, estava escalado por Gallardo da seguinte forma: Borian; Nuñez, Scotti, Jadson Vieira e Rolin; Da Monte, Abero, Calzada e Vecino; Viudez e Sanchez. A pouca efetividade no ataque tirou dos uruguaios a possibilidade de vencer o confronto e seguir adiante na competição.

Destaque para Viudez, que é rápido e dá trabalho pela boa movimentação que atrai os volantes e deixa o meio aberto
No início do primeiro tempo, o Nacional imprimiu forte ritmo e, em uma bobeira da fraca zaga do Libertad, o oportunista Viudez anotou o primeiro tento do jogo. Na segunda etapa foram os paraguaios quem assumiram a postura de protagonistas e mandantes do jogo. Boa jogada de Bonet pela direita, ótima aparição de Velásquez para empurrar a bola cruzada para a pequena área. Ao fechar das cortinas, o veterano Recoba viu a bola ricochetear em suas canelas e sobrar no pé do volantão Cáceres, que só teve o trabalho de garantir que o barbante fosse sacudido e a torcida fosse ao delírio.

Estava jogada a pá de cal sobre qualquer sonho dos uruguaios, time de coração do Loco Abreu, na Libertadores. De quebra o Vasco ainda se garantiu nas oitavas de final. 

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