quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Meia Boca e La U...ltrapassada


Meia Boca

É bem verdade que ainda é muito cedo para julgar qualquer time na Copa Libertadores. Equipes grandes como Vasco e Fluminense já haviam jogado semana passada e não convenceram. Nesta terça-feira foi a vez do gigante Boca Juniors, o qual a camisa joga sozinha. Também estreou La U que, apesar de não possuir uma vasta gama de títulos internacionais, é o atual campeão da Copa Sul- Americana. No entanto, a estreia dos dois foi decepcionante.

Facundo Sebastian/EFE
Pelo grupo 4, Boca Juniors foi a Venezuela encarar o modesto Zamora. Dar a vitória como certa não seria nenhum ato de arrogância, pois a equipe venezuelana não apresenta perigo nenhum ao adversário devido ao baixo nível técnico e tático. O Boca entrou em campo no seu 4-3-1-2 que virou moda entre os argentinos e que levou à conquista do Apertura.  A escalação: Orion (nada acionado); Sosa (pouco ofensivo), Schiavi e Insauralde, Roncaglia (pouco ofensivo também); Somoza, Erviti e Rivero; (o trio de volantes não conseguiu colocar a bola no pé do enganche Riquelme); Cvitanich e Santiago Silva (El tanque estreou, mas não conseguiu nada).

Clemente Rodriguez, lateral esquerdo titular dos argentinos, sentiu um problema físico horas antes da partida e causou alterações no setor defensivo. Roncaglia e Sosa não mostraram nenhuma eficácia ao apoiar o ataque. Erviti, Somoza e Rivero não conseguiram dar o devido suporte a Riquelme para armar as chances de gol. Com isso, os dois avançados pouco pegaram na bola. Na segunda etapa, Ledesma e Chavez entraram no lugar de Erviti e Rivero, respectivamente. A dupla de meias ofensivos também não conseguiu municiar o ataque do Boca. Além dessas mudanças, Cvitanich deu lugar a Mouche, mas de nada adiantou.

Os goleiros pouco trabalharam, passes errados, falta de mobilidade dos meias, a falta de apoio dos laterais do Boca contribuíram para que, ao soar o apito final, o jogo permanecesse 0 a 0. Bom para o Fluminense que também não fez uma boa estreia, mas conseguiu jogar nos primeiros cinco minutos de partida e fazer um gol que garantisse os três pontos e a liderança provisória do grupo.


La U...ltrapassada

Já madrugada aqui no Brasil foi a vez da Universidad do Chile estrear na competição continental. Quem viu a Copa Sul-Americana carregava expectativas elevadas sobre atuação dos chilenos. No entanto, quem surpreendeu foi Atlético Nacional. Equipe com ótimo potencial físico e bastante aguda nas investidas ofensivas.

La U foi armada no seu tradicional 3-4-3 extremamente ofensivo, mas que deixa amplos espaços principalmente nas laterais. A equipe chilena joga de forma diferente dos demais times sul-americanos. Destaque para a compactação, a distância entre os jogadores em campo é bem curta.  Universidad entrou em campo com Herrera (fez boas defesas); Rojas, Acevedo e González; Mena, Diaz, Aranguiz e Moralez; Lorenzetti, Fernandez e Castro.

Pelo lado alviverde, um 4-2-2-2 bem armado. Pezzuti; Valência (fez um golaço e uma ótima partida até se machucar no fim da primeira etapa), Tulla, Murillo e Calle; Valoy e Córdoba; Macnely Torres (ótima atuação) e Mosquera; Pabón e Alvarez. Essa foi a equipe que arrematava a gol sempre que possível. As descidas agudas dos colombianos eram armadas por Macnelly Torres, que conseguiu servir bem o atacante Pabón.

O jogo foi equilibrado, mas a ineficiência do meio campo chileno deu chances para que o Nacional contragolpeasse com extremo perigo. No primeiro tempo, uma bola espirrada em uma cobrança de escanteio sobrou para o chute de primeira do lateral Valencia, golaço. No fim da segunda etapa, em um contra-ataque mortal depois do passe milimétrico de Macnelly Torres, Pabón fechou a conta e anotou o tento que sacramentou a vitória. Fim de papo é 2 a 0.

La U demonstra sinais de que precisa se renovar, pois não conta mais com sua principal arma: Vargas, que foi para a Napoli. Por outro lado, surge uma equipe 


Macnelly Torres liderou a vitória dos colombianos

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