Meia
Boca
É
bem verdade que ainda é muito cedo para julgar qualquer time na Copa Libertadores.
Equipes grandes como Vasco e Fluminense já haviam jogado semana passada e não
convenceram. Nesta terça-feira foi a vez do gigante Boca Juniors, o qual a
camisa joga sozinha. Também estreou La U que, apesar de não possuir uma vasta
gama de títulos internacionais, é o atual campeão da Copa Sul- Americana. No
entanto, a estreia dos dois foi decepcionante.
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| Facundo Sebastian/EFE |
Pelo
grupo 4, Boca Juniors foi a Venezuela encarar o modesto Zamora. Dar a vitória
como certa não seria nenhum ato de arrogância, pois a equipe venezuelana não
apresenta perigo nenhum ao adversário devido ao baixo nível técnico e tático. O
Boca entrou em campo no seu 4-3-1-2 que virou moda entre os argentinos e que
levou à conquista do Apertura. A
escalação: Orion (nada acionado); Sosa (pouco ofensivo), Schiavi e Insauralde,
Roncaglia (pouco ofensivo também); Somoza, Erviti e Rivero; (o trio de volantes
não conseguiu colocar a bola no pé do enganche Riquelme); Cvitanich e Santiago
Silva (El tanque estreou, mas não conseguiu nada).
Clemente
Rodriguez, lateral esquerdo titular dos argentinos, sentiu um problema físico
horas antes da partida e causou alterações no setor defensivo. Roncaglia e Sosa
não mostraram nenhuma eficácia ao apoiar o ataque. Erviti, Somoza e Rivero não
conseguiram dar o devido suporte a Riquelme para armar as chances de gol. Com
isso, os dois avançados pouco pegaram na bola. Na segunda etapa,
Ledesma e Chavez entraram no lugar de Erviti e Rivero, respectivamente. A dupla
de meias ofensivos também não conseguiu municiar o ataque do Boca. Além dessas
mudanças, Cvitanich deu lugar a Mouche, mas de nada adiantou.
Os
goleiros pouco trabalharam, passes errados, falta de mobilidade dos meias, a
falta de apoio dos laterais do Boca contribuíram para que, ao soar o apito
final, o jogo permanecesse 0 a 0. Bom para o Fluminense que também não fez uma
boa estreia, mas conseguiu jogar nos primeiros cinco minutos de partida e fazer
um gol que garantisse os três pontos e a liderança provisória do grupo.
La
U...ltrapassada
Já
madrugada aqui no Brasil foi a vez da Universidad do Chile estrear na competição
continental. Quem viu a Copa Sul-Americana carregava expectativas elevadas
sobre atuação dos chilenos. No entanto, quem surpreendeu foi Atlético Nacional.
Equipe com ótimo potencial físico e bastante aguda nas investidas ofensivas.
La U
foi armada no seu tradicional 3-4-3 extremamente ofensivo, mas que deixa amplos
espaços principalmente nas laterais. A equipe chilena joga de forma diferente
dos demais times sul-americanos. Destaque para a compactação, a distância entre
os jogadores em campo é bem curta.
Universidad entrou em campo com Herrera (fez boas defesas); Rojas, Acevedo
e González; Mena, Diaz, Aranguiz e Moralez; Lorenzetti, Fernandez e Castro.
Pelo
lado alviverde, um 4-2-2-2 bem armado. Pezzuti; Valência (fez um golaço e uma
ótima partida até se machucar no fim da primeira etapa), Tulla, Murillo e
Calle; Valoy e Córdoba; Macnely Torres (ótima atuação) e Mosquera; Pabón e
Alvarez. Essa foi a equipe que arrematava a gol sempre que possível. As descidas
agudas dos colombianos eram armadas por Macnelly Torres, que conseguiu servir
bem o atacante Pabón.
O
jogo foi equilibrado, mas a ineficiência do meio campo chileno deu chances para
que o Nacional contragolpeasse com extremo perigo. No primeiro tempo, uma bola
espirrada em uma cobrança de escanteio sobrou para o chute de primeira do
lateral Valencia, golaço. No fim da segunda etapa, em um contra-ataque mortal
depois do passe milimétrico de Macnelly Torres, Pabón fechou a conta e anotou o
tento que sacramentou a vitória. Fim de papo é 2 a 0.
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| Macnelly Torres liderou a vitória dos colombianos |


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