quarta-feira, 11 de abril de 2012

O melhor time da Libertadores


Em um grupo que conta com Universidade de Chile, campeão da Sul-Americana; Peñarol, vice-campeão da Libertadores, além dos argentinos do Godoy Cruz, quem dá as cartas é o Atlético Nacional de Medellín. O alviverde colombiano segue à risca a cartilha para se dar bem na competição continental: forte pegada e mal desempenho no campeonato nacional.

Ocupando a modesta 14° posição do Campeonato Colombiano, que conta com 18 agremiações, o Atlético Nacional parece preterir o torneio nacional para investir forte na Libertadores. Estratégia que, pelo menos até agora, deu muito certo. Na estreia, bateu La U em casa, por 2 a 0. Em seguida, goleou o Penãrol, no Uruguai, por 4 a 0. Apenas o Godoy Cruz conseguiu segurá-los, por dois empates, sendo um 4 a 4 e outro 2 a 2. A última partida do grupo, contra a Universidad de Chile, fora de casa, poderá garantir a primeira posição na classificação geral na competição.

No último jogo, contra o decadente e desclassificado Peñarol, o Atlético fez valer sua superioridade e desmoralizou os uruguaios, somando 7 a 0 no placar agregado. Se na partida em Montevidéu, a goleada por 4 a 0 parecia uma mera surpresa, a supremacia foi confirmada nos 3 a 0 aplicados ontem, em Medellín.
Neste 4-2-3-1 destaque para os volantes que tocam a bola rapidamente e municiam o ataque puxado por Mac Torres. Apesar da semelhança, esse modelo se distingue do utilizado pelo Boca Juniors, que usa os médios como alas 
 A organização tática, a velocidade, e o toque de bola rápido figuram como principais características dessa equipe. Atuando em um 4-3-1-2, bem diferente do utilizado pelo Boca Juniors, por exemplo, o destaque dessa configuração fica por conta da compactação dos três volantes, que não dão mais que três toques na bola. Macnelly Torres é o “1” desse esquema e não deixa a desejar, pelo contrário, faz a transição das jogadas entre os volantes e os dois atacantes velocistas. Por falar em ataque, eles possuem o melhor da Libertadores até agora, além do artilheiro do torneio, com seis gols: Dorlan Pabon.
Após as três substituições e a mudança para o 4-2-2-2 o time continuou ofensivo e organizado
A variação desse esquema é o 4-2-2-2, utilizado na estreia, contra La U. Para isso, o técnico Andres Arango sacrificou o volante Córdoba, desfazendo a trinca e lançando mão de Mosquera – meia ofensivo bastante veloz. Assim, mesmo já vencendo por 2 a 0, na segunda etapa, os colombianos mantiveram o toque de bola rápido e vertical.
Trunfo dos alviverdes foi Mac Torres que jogou enfiado entre as duas linhas de 4, do Peñarol
Com os gols de Murillo, Diego Alvarez e Pabon, o alviverde não encontrou dificuldades para superar o 4-4-2 ortodoxo do Peñarol, que conta em seu elenco com os ex-atleticanos Carini e João Pedro. Esse é o Atlético Nacional de Medellín. Portanto não considere surpresa alguma se um time colombiano for considerado favorito na fase de mata-mata.

Nenhum comentário:

Postar um comentário