Em
um grupo que conta com Universidade de Chile, campeão da Sul-Americana;
Peñarol, vice-campeão da Libertadores, além dos argentinos do Godoy Cruz, quem
dá as cartas é o Atlético Nacional de Medellín. O alviverde colombiano segue à
risca a cartilha para se dar bem na competição continental: forte pegada e mal desempenho no campeonato nacional.
Ocupando
a modesta 14° posição do Campeonato Colombiano, que conta com 18 agremiações, o Atlético Nacional parece
preterir o torneio nacional para investir forte na Libertadores. Estratégia
que, pelo menos até agora, deu muito certo. Na estreia, bateu La U em casa, por
2 a 0. Em seguida, goleou o Penãrol, no Uruguai, por 4 a 0. Apenas o Godoy Cruz
conseguiu segurá-los, por dois empates, sendo um 4 a 4 e outro 2 a 2. A última
partida do grupo, contra a Universidad de Chile, fora de casa, poderá garantir
a primeira posição na classificação geral na competição.
No
último jogo, contra o decadente e desclassificado Peñarol, o Atlético fez valer
sua superioridade e desmoralizou os uruguaios, somando 7 a 0 no placar
agregado. Se na partida em Montevidéu, a goleada por 4 a 0 parecia uma mera
surpresa, a supremacia foi confirmada nos 3 a 0 aplicados ontem, em Medellín.
A
organização tática, a velocidade, e o toque de bola rápido figuram como principais características dessa equipe.
Atuando em um 4-3-1-2, bem diferente do utilizado pelo Boca Juniors, por
exemplo, o destaque dessa configuração fica por conta da compactação dos três
volantes, que não dão mais que três toques na bola. Macnelly Torres é o “1”
desse esquema e não deixa a desejar, pelo contrário, faz a transição das
jogadas entre os volantes e os dois atacantes velocistas. Por falar em ataque,
eles possuem o melhor da Libertadores até agora, além do artilheiro do torneio,
com seis gols: Dorlan Pabon.![]() |
| Após as três substituições e a mudança para o 4-2-2-2 o time continuou ofensivo e organizado |
A
variação desse esquema é o 4-2-2-2, utilizado na estreia, contra
La U. Para isso, o técnico Andres Arango sacrificou o volante Córdoba,
desfazendo a trinca e lançando mão de Mosquera – meia ofensivo bastante veloz.
Assim, mesmo já vencendo por 2 a 0, na segunda etapa, os colombianos mantiveram o toque de bola rápido e vertical.
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| Trunfo dos alviverdes foi Mac Torres que jogou enfiado entre as duas linhas de 4, do Peñarol |
Com
os gols de Murillo, Diego Alvarez e Pabon, o alviverde não encontrou
dificuldades para superar o 4-4-2 ortodoxo do Peñarol, que conta em seu elenco
com os ex-atleticanos Carini e João Pedro. Esse é o Atlético Nacional de
Medellín. Portanto não considere surpresa alguma se um time colombiano for considerado
favorito na fase de mata-mata.



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