terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Independência ou morte: história x esperança



A frase que intitula esse post é apropriada para descrever o momento vivido pelo Atlético-MG na tentativa de obter lucro na utilização do estádio Raimundo Sampaio – Independência. Em um insight de esperteza, o presidente Alexandre Kalil firmou polêmico acordo com a BWA, vencedora da licitação para administrar o estádio por 10 anos após passar por reforma completa. Muitas são as incertezas: o América é o proprietário, mas vê aspectos de ilegalidade no acordo e vai recorrer. Já o Cruzeiro, está mais perdido que cego em tiroteio e aguarda o desfecho dos trâmites legais para se posicionar. Entretanto, o que o torcedor atleticano pode esperar disso tudo? Refresquemos então a memória dos nostálgicos adeptos alvinegros que tem motivos para festejar em jogar no campo do Horto, pelo menos estatisticamente.

O Galo já jogou 455 vezes no Independência. Lá foram 261 triunfos, 92 empates e 102 derrotas. Em especial, jogando no Horto, sempre levou a melhor em cima dos seus dois rivais da capital: venceu o América 31 vezes e perdeu 21. Contra a Raposa, 29 vitórias e 19 derrotas. Sendo assim, o torcedor tem um alento numérico para crer que o novo estádio tem alegrias a oferecer.

Após receber uma reforma geral, iniciada em janeiro de 2010, com gastos que beiram os R$103 milhões, o gigante do Horto dará, agora, início a uma nova história.  Vale lembrar que a narrativa da vida do estádio teve como ápice o lendário jogo da Copa de 1950, em que a Inglaterra foi desbancada pelos E.U.A em uma das zebras mais notáveis de todos os tempos.

Assim, repleta de polêmicas e com acirrado jogo de interesse entre os clubes da capital, é retomada a história do Independência, que toma conta dos noticiários esportivos. No momento, o maior desejo do torcedor alvinegro é não ter que se preocupar em arranjar carona para viajar até Sete Lagoas, o que representaria um alívio para o corpo e bolso de quem gosta de acompanhar os jogos das arquibancadas.

Por falar em alívio e alegrias ao torcedor, o último time do Galo que proporcionou isso à massa foi a equipe de 1999. Nesse ano, o Independência trouxe ótimas lembranças aos atleticanos. O elenco vice-campeão brasileiro atuou por lá até a 12° rodada. No total, 11 gols marcados e apenas cinco sofridos. Foram três vitórias, um empate e uma derrota no fatídico jogo contra o Vitória que gerou pancadaria entre jogadores. O Galo perdeu por 2 a 1, o clima ficou muito tenso e a fúria foi transportada para as arquibancadas, onde a polícia agiu de forma dura. Resultado: Independência interditado para o resto da competição. Em decorrência desse lamentável episódio, o Atlético seguiu firme no Mineirão até perder o título para o Corinthians.





Em se tratando de Campeonato Brasileiro, o Galo está devendo e muito à sua apaixonada torcida. Coincidentemente, nas últimas duas edições do Brasileirão, o Galo venceu 13 vezes. Ou seja, um número irrisório para um clube que almeja manter seu status de “grande”.


Equipe de 1999 que deixa saudades no coração do torcedor alvinegro

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cruzeiro mais argentino do que nunca



Tango argentino daqueles dançados à beira do Rio da Prata. Essa seria a trilha perfeita para sonorizar os melhores momentos do Cruzeiro em 2012. Não só porque o hermano Montillo é o melhor jogador da equipe, mas também pelo esquema tático adotado. Os três volantes escalados por Vágner Mancini no time celeste confirmam a tendência que domina o futebol no país vizinho.

O ano de 2012 começou repleto de incertezas para a Raposa. O momento turbulento no início de temporada se refletiu nos jogos contra América, Mamoré e Guarani-MG. Mancini ainda procura o time ideal, mas já deu mostras de que não abrirá mão dos três volantes. O 4-3-1-2 cruzeirense está assim: Fábio; Marcos, Léo, Victorino e Diego Renan; Marcelo Oliveira, Leandro Guerreiro e Roger (não é volante, mas recua para buscar jogo); Montillo; Anselmo Ramon e Wellington Paulista.

4-3-1-2 cruzeirense depende da movimentação de Roger


Agora batemos à porta de nossos vizinhos: os argentinos. O 4-3-1-2 virou moda por lá. O Boca Juniors, principal equipe argentina atualmente, entra em campo na maioria dos jogos com: Orion; Roncaglia, Schiavi, Insauralde e F.Sosa; Somoza, Erviti e Rivero; Riquelme; Cvitanich e Mouche. Dessa forma, eles venceram o Apertura, com inclusão do lateral  esquerdo Clemente Rodrigues – que está machucado. E não são apenas os xeneizes que jogam assim. Belgrano, Estudiantes, Vélez, Racing também são adeptos dos três volantes.

Boca Juniors dos último jogo pela Libertadores 2012


Tal utilização desse estilo de jogo faz com que volantes se destaquem. Basta pensar um pouco para encontrar bons atletas argentinos nessa posição: Guiñazu, Bolatti, Gago, Banega, Cambiasso, Mascherano... Isso acontece porque o esquema exige que esses jogadores saibam armar com qualidade. Outro fator determinante é o uso do enganche, homem que joga a frente da linha de volantes. Nesse quesito são especialistas: Riquelme, D’Alessandro, Conca, Montillo, Pastore (que também joga pelos extremos).

O Cruzeiro vai se mostrando mais argentino do que nunca. Entretanto, todo esse esquema depende da atuação de Roger junto ao camisa 10 azul. Quando sobe para se aproximar dos avançados, a Raposa retorna ao tradicional 4-2-2-2, abrindo Wellington Paulista e Anselmo Ramon para as infiltrações de Montillo pelo meio, como aconteceu nos dois gols da última partida contra o Democrata, pela quarta rodada do Estadual. É notável, principalmente pelas atuações contra Tupi e Nacional de Nova Serrana que Roger deu qualidade a armação e aliviou Montillo na criação das jogadas, porém deixou brechas e sobrecarregou Leandro Guerreiro na cobertura.

No Brasil, o Santos incorpora o mesmo sistema, com o característico losango à la Muricy Ramalho. No entanto, o Peixe possui uma faceta decisiva: Neymar é um monstro e se movimenta por toda a intermediária ofensiva. Enquanto isso, aqui em BH, o que vai definir o sucesso do 4-3-1-2 cruzeirense é a qualidade dos volantes. Rudnei, Amaral, Éverton e Diego Arias são as opções que Mancini tem no banco. Resta saber se o técnico cruzeirense terá tempo de bailar alegremente ao som do tango ou se vai ouvir o temido hit da dança das cadeiras dos técnicos brasileiros.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Conexão Europa Divinópolis


Divinópolis é polo da moda em Minas. A cidade do centro-oeste do estado possui forte indústria confeccionista, muito procurada pelos varejistas e atacadistas do setor. Mas quando é esse o assunto, a Europa é quem tem o centro das atenções. Milão, Londres e Paris são as capitais do mundo fashion. Porém, o papo aqui não é esse. A conexão Europa Divinópolis aqui é outra; e diz respeito ao futebol.

O modesto Guarani importou um modelo de jogo oriundo do Velho Continente no duelo contra o Galo, pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. O tão difundido 4-2-3-1 toma conta dos esquemas táticos na Europa e aqui, no país tupiniquim, também é realidade em muitas equipes. No entanto, para o Bugre, o estilo vindo do exterior não funcionou e o alvinegro massacrou o acanhado time do interior, metendo um impiedoso 4 a 0.

Segundo o livro Inverting the pyramid, do inglês Jonathan Wilson, o 4-2-3-1 surgiu entre as Eurocopas de 1996 e 2000. Todavia, há registros de que o Manchester United utilizava inconscientemente tal esquema em 1993, quando Paul Ince e Roy Keane eram os volantes; com Giggs e Kancheslskis adiantados pelos lados, e Eric Cantona recuando por trás de Mark Hughes. Em suma, tudo começou porque o segundo atacante voltava para puxar a marcação de um zagueiro.

De lá da Terra da Rainha pegamos um voo para a nossa Minas Gerais, agora em 2012. O Guarani entrou em campo com: Thiago Régis; Luizinho, Márcio Santos, Bruno Maia e Tita; André e Léo Medeiros; Magalhães, Walter Minhoca e Ely Thadeu; Marinho. Esse foi o 4-2-3-1 bugrino. Apesar de ousada e aguda, a equipe não tem talento para começar as jogadas. E esse modelo exige que os volantes saibam municiar o trio de meias que ficam em constante movimentação para buscar jogo. No entanto, o que se viu foi um meio desorganizado, estático e insistente nas jogadas pelo lado esquerdo, desperdiçando as subidas de Luizinho na direita.

4-2-3-1 bugrino ineficiente contra o Atlético-MG


O Galo utilizou esquema semelhante com uma variável importante no ataque. O 4-2-2-2 virava 4-2-3-1 quando Berola – que entrou no lugar de Danilinho – voltava para buscar jogo e atuar mais próximo de Marcos Rocha. O alvinegro atuou assim: R. Ribeiro; Marcos Rocha, R. Marques, Réver e Richarlyson; L. Donizete e Pierre; Escudero e Mancini; (Danilinho) Berola e André. E quem vai para casa feliz, além do sempre eufórico torcedor atleticano, é Mancini, que, junto com André, foi o melhor em campo e anotou um golaço de falta.
O Galo variava o 4-2-2-2 com 4-2-3-1 de acordo com Neto Berola


Enquanto o 4-2-3-1 se torna o feijão com arroz do futebol nacional, a Seleção Brasileira perde posições no ranking da FIFA. Por outro lado, o Corinthians se consagra campeão brasileiro com esse modelo. Assim, uma nova tendência vem à tona. Há a necessidade de dois volantes? O Barcelona, que varia o 4-3-3 e o 3-4-3, proveniente da escola de El loco Bielsa, deveria ser o exemplo a ser seguido? Parece que essas são perguntas que o tempo irá responder... Enquanto isso em Divinópolis, que completa 100 anos em 2012, André fez três gols, pediu música e o Galo bicou o Bugre.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Você também quer uma medalha?


Perambulando incessantemente pelos sites de esporte – hábito adquirido após trabalhar em assessoria de imprensa de atletas de futebol – vi uma coisa curiosa que me levou a refletir. “Riquelme é nomeado cidadão ilustre de cidade venezuelana: 'Sinto-me agradecido'”. Logo me vem a cabeça: o jogador argentino pelo menos conhece a cidade? O cara só foi lá para jogar bola, ganhando seu polpudo salário para isso. E quem trabalha nas ruas da cidade limpando a sujeira da população, e os professores, e os médicos? Arrisco a dizer que ele está pouco se lixando para aquele lugar.


A partir desse caso, lembrei que nosso polêmico e endinheirado craque em decadência Ronaldinho Gaúcho já foi homenageado algumas vezes também. Meia habilidoso e rodado na Europa, assim como Roman Riquelme, o brasileiro recebeu, no dia 20 de janeiro deste ano, a medalha de honra ao mérito, em Sucre, na Bolívia, das mãos do presidente Evo Morales. Claro que o jogador é bem-sucedido e ainda influencia uma vasta multidão nos países em que passa. Mas acho banalizar a premiação ao entrega-la ao rapaz.


foto: Marcos Samersom
Pasmem! Voltando um pouco no tempo vi que Gaúcho recebeu uma honraria máxima na Academia Brasileira de Letras. Ao ser questionado sobre qual seu livro e autor preferido ele disse: “Não tenho”.  Ele ainda completou, “Vou aproveitar a visita para pedir umas dicas de livro para os acadêmicos”. Isso aconteceu em abril do ano passado, na celebração dos 110 do nascimento de José Lins do Rego.  Na ocasião o jogador recebeu a medalha Machado de Assis.

É indiscutível que a carreira desses atletas foi construída com muito talento e trabalho no esporte. Também fica nítido que são merecedores de reconhecimento no mundo esportivo e até fora dele. Mas, espere aí, neh! Desafio você a encontrar pelo menos três heróis por dia em seu convívio social. Pessoas dignas de receber uma medalha pela vida que levam. Acredito que você não terá dificuldades. Professores entram em greve cobrando melhores condições de trabalho. A educação do país é uma bola fora do governo brasileiro desde os primórdios. Infelizmente, é cultural considerar os educadores uma parte qualquer do proletariado.

Aí você liga sua televisão e vê jogadores que estão em decadência e que nem são mais exemplos para a juventude receberem honrarias. Ronaldinho Gaúcho seria um bom exemplo para seu filho? Nem aqui  e nem em Sucre! Ele não tem obrigação de sê-lo, mas a partir do momento que nossos intelectuais e chefes de Estado os alçam a um patamar elevado, eles ficam com esse dever. 

Prefiro ler as manchetes: “Ronaldinho Gaúcho falta treino e é visto em show de pagode” ou “Riquelme diz que treinador o fez correr como idiota”. Essas são condizentes com o verdadeiro moral desses atletas que foram alçados a um patamar além do que são pelo fato de estarem em um mercado que movimenta cerca de 2% do PIB nacional. Parece que a mania de idolatria exagerada é intrínseca e necessária ao ser humano.

Meia Boca e La U...ltrapassada


Meia Boca

É bem verdade que ainda é muito cedo para julgar qualquer time na Copa Libertadores. Equipes grandes como Vasco e Fluminense já haviam jogado semana passada e não convenceram. Nesta terça-feira foi a vez do gigante Boca Juniors, o qual a camisa joga sozinha. Também estreou La U que, apesar de não possuir uma vasta gama de títulos internacionais, é o atual campeão da Copa Sul- Americana. No entanto, a estreia dos dois foi decepcionante.

Facundo Sebastian/EFE
Pelo grupo 4, Boca Juniors foi a Venezuela encarar o modesto Zamora. Dar a vitória como certa não seria nenhum ato de arrogância, pois a equipe venezuelana não apresenta perigo nenhum ao adversário devido ao baixo nível técnico e tático. O Boca entrou em campo no seu 4-3-1-2 que virou moda entre os argentinos e que levou à conquista do Apertura.  A escalação: Orion (nada acionado); Sosa (pouco ofensivo), Schiavi e Insauralde, Roncaglia (pouco ofensivo também); Somoza, Erviti e Rivero; (o trio de volantes não conseguiu colocar a bola no pé do enganche Riquelme); Cvitanich e Santiago Silva (El tanque estreou, mas não conseguiu nada).

Clemente Rodriguez, lateral esquerdo titular dos argentinos, sentiu um problema físico horas antes da partida e causou alterações no setor defensivo. Roncaglia e Sosa não mostraram nenhuma eficácia ao apoiar o ataque. Erviti, Somoza e Rivero não conseguiram dar o devido suporte a Riquelme para armar as chances de gol. Com isso, os dois avançados pouco pegaram na bola. Na segunda etapa, Ledesma e Chavez entraram no lugar de Erviti e Rivero, respectivamente. A dupla de meias ofensivos também não conseguiu municiar o ataque do Boca. Além dessas mudanças, Cvitanich deu lugar a Mouche, mas de nada adiantou.

Os goleiros pouco trabalharam, passes errados, falta de mobilidade dos meias, a falta de apoio dos laterais do Boca contribuíram para que, ao soar o apito final, o jogo permanecesse 0 a 0. Bom para o Fluminense que também não fez uma boa estreia, mas conseguiu jogar nos primeiros cinco minutos de partida e fazer um gol que garantisse os três pontos e a liderança provisória do grupo.


La U...ltrapassada

Já madrugada aqui no Brasil foi a vez da Universidad do Chile estrear na competição continental. Quem viu a Copa Sul-Americana carregava expectativas elevadas sobre atuação dos chilenos. No entanto, quem surpreendeu foi Atlético Nacional. Equipe com ótimo potencial físico e bastante aguda nas investidas ofensivas.

La U foi armada no seu tradicional 3-4-3 extremamente ofensivo, mas que deixa amplos espaços principalmente nas laterais. A equipe chilena joga de forma diferente dos demais times sul-americanos. Destaque para a compactação, a distância entre os jogadores em campo é bem curta.  Universidad entrou em campo com Herrera (fez boas defesas); Rojas, Acevedo e González; Mena, Diaz, Aranguiz e Moralez; Lorenzetti, Fernandez e Castro.

Pelo lado alviverde, um 4-2-2-2 bem armado. Pezzuti; Valência (fez um golaço e uma ótima partida até se machucar no fim da primeira etapa), Tulla, Murillo e Calle; Valoy e Córdoba; Macnely Torres (ótima atuação) e Mosquera; Pabón e Alvarez. Essa foi a equipe que arrematava a gol sempre que possível. As descidas agudas dos colombianos eram armadas por Macnelly Torres, que conseguiu servir bem o atacante Pabón.

O jogo foi equilibrado, mas a ineficiência do meio campo chileno deu chances para que o Nacional contragolpeasse com extremo perigo. No primeiro tempo, uma bola espirrada em uma cobrança de escanteio sobrou para o chute de primeira do lateral Valencia, golaço. No fim da segunda etapa, em um contra-ataque mortal depois do passe milimétrico de Macnelly Torres, Pabón fechou a conta e anotou o tento que sacramentou a vitória. Fim de papo é 2 a 0.

La U demonstra sinais de que precisa se renovar, pois não conta mais com sua principal arma: Vargas, que foi para a Napoli. Por outro lado, surge uma equipe 


Macnelly Torres liderou a vitória dos colombianos

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Fluminense não estreou na Libertadores


Foi dado o pontapé inicial na Copa Santander Libertadores da América. O Vélez passou fácil pelo Defensor, no primeiro jogo da competição: 3 a 0. No entanto, aqui no Brasil, o foco estaria voltado para o Fluminense, no estádio Engenhão, que apesar de entrar em campo, não jogou.

Para início de conversa, a dificuldade em saber onde o jogo seria transmitido foi grande. A Fox Sports, única detentora dos direitos de transmissão dos jogos desse torneio, ainda não tem acordo firmado com as principais operadoras de TV fechada: Net e Sky. Como assinante da Net e com um fio de esperança de ter uma noite morta de terça-feira com futebol, resolvi procurar pelo jogo zapeando os canais por pura teimosia. Aí a surpresa! Achei a transmissão escondidinha no canal Speed, que por horas se transformou em FOX Sports!

o Fluminense iniciou uma pressão arrasadora e balançou a rede assim que a partida começou. O cara que resolve tudo há muito tempo anotou o tento do clube carioca: Fred. Porém, depois disso o nível de futebol caiu muito. O Tricolor veio com sua formação que não empolga no carioca. O 4-2-3-1 teve Diego Cavalieri; Leandro Eusébio, Anderson (perdido no jogo), Carlinhos (não empolgou) e Bruno; Diguinho e Edinho; Wagner (muito apagado), Deco e Rafael Sóbis; Fred (garantiu a noite do pessoal).

Já o Arsenal veio com uma proposta de jogo mais fechada, mas o Flu estava tão frio e inofensivo, devido à falta de qualidade na saída de bola, que os argentinos começaram a acreditar em um resultado positivo. Os argentinos se organizaram em um pragmático 4-4-2, marcando com duas linhas de quatro bem compactas. O time em campo era Campestrini; Nervo, Lopes, Burdisso e Perez; Marcone, Esmerardo, Aguirre e Carbonero (fez ótimo jogo); Zelaya e Leguizamon.

Por incrível que pareça o jogo só não foi totalmente chato porque a iminência do empate dos hermanos era clara. Na segunda etapa, em uma jogada boba, o clima esquentou. Wagner e Aguirre foram expulsos no mesmo lance. Nessa altura da partida, Thiago Neves e Wellington Nem já haviam entrado no lugar de Rafael Sóbis e Deco, respectivamente. Pouco conseguiram contribuir para que o Fluminense empolgasse.

No fim da partida, Leandro Eusébio, no melhor estilo Anderson Silva, acertou um coice no argentino já caído ao solo. O resultado foi uma expulsão tola que transformou os quatro minutos de acréscimo em uma aflição danada para os tricolores. Eis que Abel Braga faz sua última mexida para garantir o resultado. Praticamente uma digievolução: Diguinho deu lugar a Digão. (Quem assistiu o anime japonês Digimon sabe o motivo da brincadeira).

O apito final soou no estádio e o Arsenal de Sarandi havia sido derrotado por 1 a 0. Quem sabe o Fluminense faça sua estreia na próxima partida, contra o Boca Juniors, na La bombonera, daqui a um mês?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Todos os mantos da Seleção Brasileira



Hoje foi lançado o novo uniforme da Seleção Brasileira. O Brasil está de roupa nova e espera desfilar um futebol mais atraente do que vem apresentando. Confira uma retrospectiva de todos os uniformes que já vestiram os talentosos e lendários jogadores da equipe mais vitoriosa das Copas do Mundo. Qual você compraria?