quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Galo e Raposa não sairão do país em 2012!




O mau momento do futebol mineiro não se reflete apenas na crise salarial que atinge o clube da Toca da Raposa. A bandeira de Minas Gerais sempre esteve estampada em campos internacionais, principalmente da América do Sul. Mas, infelizmente, neste ano de 2012, a flâmula vermelha e branca com os dizeres Libertas Quae Sera Tamen não tremulará fora do país tupiniquim.

A má campanha do Cruzeiro, que se livrou do rebaixamento na última rodada do Brasileirão, fez com que a Raposa não se qualificasse para a Copa Sul-Americana, muito menos a Libertadores. Mesma situação vive o Atlético que, no ano passado, sequer soube o que é ser campeão, pois foi batido pelo maior rival na final do Campeonato Mineiro. O Estadual foi a única chance dos gigantes mineiros de conseguir um caneco, já que passaram bem longe nas demais competições disputadas.

Galo e Raposa, juntos, não ficam fora de uma competição internacional desde 2002. Naquele ano, o alvinegro tinha Marques; Mancini, que está no elenco atual; Cicinho; Ronildo e o goleiro Velloso. Era um plantel que havia perdido suas estrelas daquele forte time que chegou ao vice-campeonato do Brasileirão 1999, em que atuavam Guilherme, Robert entre outros.  Em 2001, o clube conseguiu um quarto lugar no Campeonato Brasileiro, mas não foi suficiente para se qualificar a nenhuma competição sul-americana. Na Copa do Brasil, foi eliminado pelo Goiás, na segunda fase. O alvinegro estava em um momento de transição de diretoria: Paulo Cury dava lugar a Nélio Brant.

Já o Cruzeiro vinha de um desastre no campeonato nacional naquele mesmo ano. O time celeste terminou na 21° posição dentre as 28 equipes. Dessa forma, no ano seguinte, não houve viagem pela América. O grupo de 2002, que perdeu nos pênaltis a Copa dos Campeões para o Paysandu, tinha nomes como: Maicon, os zagueiros Cris e Luisão, o artilheiro Fábio Júnior, debaixo das traves estavam Jefferson e Gomes. Wanderley Luxemburgo comandava. Na direção do clube, Zezé Perrela, encerrava sua primeira passagem na presidência antes de passar o bastão a seu irmão Alvimar.

Desde então, dez anos se passaram e mais uma vez Minas não será representada no cenário internacional. Felizmente isso não é muito comum. Outra ocasião em que os rivais mineiros ficaram de fora foi em 1987, ano em que o Galo, presidido por Nelson Campos, trazia de volta o vitorioso Telê Santana ao comando técnico da equipe. No lado oposto da Lagoa da Pampulha, o Cruzeiro era gerido por Benito Masci, que recuperava o clube de complicada situação financeira, que vivia a “década perdida”. Na época, um elenco sem muitas estrelas e repleta de pratas da casa.

Haja vista que é um fenômeno raro e triste para o futebol do estado, fica o desejo de recuperação e volta por cima desses dois clubes que são importantíssimos para Minas Gerais.

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