O
mau momento do futebol mineiro não se reflete apenas na crise salarial que
atinge o clube da Toca da Raposa. A bandeira de Minas Gerais sempre esteve
estampada em campos internacionais, principalmente da América do Sul. Mas,
infelizmente, neste ano de 2012, a flâmula vermelha e branca com os dizeres Libertas Quae Sera Tamen não tremulará
fora do país tupiniquim.
A má
campanha do Cruzeiro, que se livrou do rebaixamento na última rodada do Brasileirão,
fez com que a Raposa não se qualificasse para a Copa Sul-Americana, muito menos
a Libertadores. Mesma situação vive o Atlético que, no ano passado, sequer soube
o que é ser campeão, pois foi batido pelo maior rival na final do Campeonato
Mineiro. O Estadual foi a única chance dos gigantes mineiros de conseguir um
caneco, já que passaram bem longe nas demais competições disputadas.
Galo
e Raposa, juntos, não ficam fora de uma competição internacional desde 2002. Naquele
ano, o alvinegro tinha Marques; Mancini, que está no elenco atual; Cicinho;
Ronildo e o goleiro Velloso. Era um plantel que havia perdido suas estrelas daquele
forte time que chegou ao vice-campeonato do Brasileirão 1999, em que atuavam
Guilherme, Robert entre outros. Em 2001,
o clube conseguiu um quarto lugar no Campeonato Brasileiro, mas não foi suficiente
para se qualificar a nenhuma competição sul-americana. Na Copa do Brasil, foi eliminado
pelo Goiás, na segunda fase. O alvinegro estava em um momento de transição de
diretoria: Paulo Cury dava lugar a Nélio Brant.
Já o
Cruzeiro vinha de um desastre no campeonato nacional naquele mesmo ano. O time
celeste terminou na 21° posição dentre as 28 equipes. Dessa forma, no ano seguinte, não houve viagem pela América. O grupo de
2002, que perdeu nos pênaltis a Copa dos Campeões para o Paysandu, tinha nomes como: Maicon, os zagueiros Cris e Luisão, o artilheiro Fábio
Júnior, debaixo das traves estavam Jefferson e Gomes. Wanderley Luxemburgo comandava.
Na direção do clube, Zezé Perrela, encerrava sua primeira passagem na presidência antes de passar o bastão a seu irmão Alvimar.
Desde
então, dez anos se passaram e mais uma vez Minas não será representada no
cenário internacional. Felizmente isso não é muito comum. Outra ocasião em que
os rivais mineiros ficaram de fora foi em 1987, ano em que o Galo, presidido por
Nelson Campos, trazia de volta o vitorioso Telê Santana ao comando técnico da
equipe. No lado oposto da Lagoa da Pampulha, o Cruzeiro era gerido por Benito
Masci, que recuperava o clube de complicada situação financeira, que vivia a “década
perdida”. Na época, um elenco sem muitas estrelas e repleta de pratas da casa.
Haja
vista que é um fenômeno raro e triste para o futebol do estado, fica o desejo
de recuperação e volta por cima desses dois clubes que são importantíssimos para
Minas Gerais.

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